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Ô n i b u s L e g a l
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Coisas de Costureiro Um colega do nosso fretado estava nos contando de um amigo que viajava com ele, lá pelos idos de 1984, em uma linha de fretado que ia para a região central de São Paulo. Segundo ele, este amigo de dimensões avantajadas, era entendido no manejo de uma agulha e de uma linha e costura. Havia também neste fretado, um usuário efetivo (aquele que é fixo mensalista do fretado) que tinha o hábito de dormir profundamente tendo de ser acordado todos os dias ao chegar ao seu destino. Como qualquer um que é acordado abruptamente e em cima da hora, ele se levantava muito rapidamente, assustado e preocupado em não perder o seu ponto. Enquanto se levantava, ele já ia freneticamente vestindo o paletó, pegando sua pasta e saindo apressado pelo corredor do ônibus, fato este diário e motivo de risadas e gozações dos demais colegas. Para apimentar um pouco mais este frenesi diário, o colega chegado às linhas de costura, despendeu parte do seu tempo à um belo trabalho de costura da ponta da manga do paletó do dorminhoco, a manga esquerda, aquela que era a primeira a ser vestida todos os dias. Serviço feito e todos os demais colegas avisados, bastou aguardar a chegada do momento de acordar o colega. Acredito que não seja necessário narrar o restante da história, qualquer um que já vestiu um paletó ou um Tailler (no caso das mulheres), pode imaginar a hilária situação de vestir a manga do paletó e não conseguir ter a mão livre para pegar a pasta sobre o banco. Basta dizer que, quase 20 anos depois, o fato ainda é lembrado em detalhes pelos que vivenciaram o acontecimento.
szp-05/04/03 |